Numa tarde de 1984, uma Júnia de 9 anos de idade estava vendo TV.
E eis que ela vê esse vídeo:
Eu não conseguia tirar os olhos da TV. Quem era aquela mulher?
Aqueles olhos, o umbigo, as luvas, o cabelo...
Hoje tenho 33 anos e ainda me pergunto: quem é essa mulher?
Quem tem memória boa e acompanha esse blog
há um tempo sabe que sou fã de Madonna. Demais.
Muito crítica e lúcida – coisa que poucos fãs dela são, infelizmente – mas fã.
Madonna é, com certeza, a maior performer feminina
de todos os tempos.
A americana baixinha (1,58) descendente de italianos
e de família católica foi (em popularidade) até onde ninguém
jamais havia ido antes.
Quando leio sobre os números (astronômicos) relacionados às turnês,
odos os prêmios e recordes que Madonna ganhou e atingiu,
só me resta me curvar.
E foi o que fiz no dia 21/12, quando estive no Morumbi para
o encerramento da Turnê Mundial de Sticky and Sweet.
Eu já sabia tudo sobre a turnê: o setlist, as coreografias,
os vídeos em backdrop. Tudo.
Conheço pessoas que não quiseram ver nada antes: a surpresa
para eles era importante.
Mas eu não consegui.
E quando cheguei à tarde no Morumbi e a vi ali, há poucos metros de mim,
fazendo a passagem de som, não acreditei.
Tão clara, loira e pequena. Tomando chuva, tocando o violão e dedilhando Miles Away.
E depois de uma longa espera – 15 anos – ela retorna ao Brasil.
Eu a vi em 93, na Girlie Show Tour. Durante os anos fui acompanhando todas as turnês
e lamentando não poder ter ido a nenhuma.
Então, o que são 2 horas e 17 minutos, tempo que Madonna se atrasou
para o show de 21/12? NADA!
A abertura dessa turnê é tremenda. E quando o C-A-N-D-Y foi projetado
nos telões e no “cubo”, eu berrei e chorei de alegria: the Queen is back!
Tão linda e debochada, sentada de pernas abertas em seu trono,
absorvendo toda aquela energia.
O resto? Guardo para mim. Vocês com certeza encontrarão relatos
melhores do que o meu sobre esse show. Não tirei fotos e não desgrudei
os olhos do palco um só segundo: gravei cada segundo de show.
E está aqui registrado: no coração e na alma.
Quatro momentos que para mim foram fenomenais:
- A entrada triunfal com “Candy Shop”;
- A nova coreografia para “Vogue”. Gente, o que é aquilo? Passo mal.
- Ouvir “Into the Groove” ao vivo;
- A versão “roqueira” de “Borderline”.
Um dos dinheiros mais bem gastos na minha vida, sem sombra de dúvida.
Gente, quem não foi ao show, meus pêsames.
into lhe informar que você perdeu um dos maiores espetáculos da Terra. Sem exageros.
Agora me deixem “madonnar” mais um pouquinho, tá bom?
Desejo um ótimo ano para todos: que 2009 seja supremo, onde todos possamos colher o que semeamos em 2008.
(Sinto que essa frase causará medo em muitaaaaaaaaa gente. Hahaha.)
Até 2009, Beautiful People!
Disse Jay Cee
às 5:37 PM
(...)

